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Idioma da sobrevivência
Conhecimento avançado de inglês torna-se exigência para preenchimento de vagas, especialmente em multinacionais.
Do you speak English? Se a resposta positiva a essa pergunta sair com desenvoltura em inglês, você é potencial candidato a uma boa colocação no mercado, afirmam especialistas de recursos humanos. A formação técnica é considerada insuficiente para conquistar uma vaga. A fluência na língua inglesa é pré-requisito para diversos cargos e não está restrita a áreas como comércio exterior e relações internacionais.
O domínio do idioma abre caminho para um bom emprego. Isso ocorre porque é cada vez mais comum os funcionários, principalmente de multinacionais ou exportadoras, terem de se comunicar em inglês com clientes e fornecedores. Para preencher essas vagas, as empresas têm duas saídas: garimpar profissionais em outras corporações ou aperfeiçoar as pratas da casa.
A geração que hoje ingressa no mercado já deixa a faculdade qualificada neste quesito, afirma Crismeri Delfino Corrêa, vice-presidente de Gestão e Inovação da Associação Brasileira de Recursos Humanos no Estado. O conhecimento da língua estrangeira começa na infância, pelo menos para aqueles com acesso a boas escolas. A fluência costuma ser complementada com intercâmbios no Exterior.
- Vou colocar minha filha de três anos em uma escolinha em 2008 e fiz questão de uma instituição com inglês. Logo, quem não tiver fluência terá portas fechadas - diz Crismeri.
Um dos cargos em que o inglês em nível avançado é pré-requisito é o de trainee, que envolve os programas específicos para a formação de executivos. Crismeri acredita que a necessidade de domínio da língua inglesa irá se equiparar à do conhecimento de ferramentas digitais, no que se refere à facilidade de conquistar melhores empregos.
Os funcionários com domínio de inglês recebem melhores salários. Uma pesquisa da Catho Online de 2005 com 31,1 mil executivos brasileiros identificou essa valorização. Quanto mais importante a função, maior o acréscimo na conta bancária. Mas não é fácil achar a quem pagar bem. No grupo Gerdau, apenas 30% dos candidatos a vagas são realmente fluentes.
Se a dificuldade de investir no aprimoramento é comumente atribuída à falta de capital, Constantino Cavalheiro, diretor da Catho Online, aponta uma solução. Ele lembra que há cursos online gratuitos, principalmente para quem está no nível básico.
- É só uma questão de administração do tempo, de organização - afirma Cavalheiro.
Entre os cursos online, o diretor afirma que até mesmo os pagos nesta modalidade são econômicos, em comparação com os presenciais. E a qualidade em nada deixa a desejar, garante o executivo.
Dionara Melo - Zero Hora - Leia a reportagem na íntegra
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